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SÃO PAULO, SP, 26.03.2017: LOLLAPALOOZA-2017 -  The Strokes  se apresenta no festival Lollapalooza, que chega à sexta edição brasileira, no autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).  (Foto: Keiny Andrade/Folhapress)

Com Strokes sob chuva, Lollapalooza encerra edição com ar eletrônico

  • março 26, 2017.
  • Metro

O line-up já denunciava o que o Lollapalloza Brasil deste ano realmente entregou. O fio condutor em meio a atrações tão heterogêneas foi mesmo o das sonoridades eletrônicas mescladas a diversos gêneros.

É o que se pode ver com o sucesso que fez o “starboy” The Weeknd, em sua estreia no país, responsável por  lotar o Palco Onix no início da noite de ontem com uma mistura de hip hop, r&b e pop.

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Apesar disso, o show não foi capaz de esvaziar a apresentação dos Strokes, headliner do último dia do festival realizado no fim de semana no Autódromo de Interlagos.

Debaixo de chuva, o vocalista Julian Casablancas puxou o coro do público desde o início, com faixas de “Is This It”, o álbum de estreia  cheio de hits da banda.

O sábado foi marcado pelo pop eletrônico bem cantando de Tove Lo – que fez um topless relâmpago – e os sintetizadores solares de Tegan e Sara, com direito a homenagem a George Michael.

A apresentação da dupla nova-iorquina The Chainsmokers, na noite do primeiro dia, foi uma das que melhor resumiu o evento, com remixes do rock de bandas como The Killers e Red Hot Chilli, mas com altas doses de house, bass e dub step.

O Palco Perry’s, com foco eletrônico, também ficou pequeno para o público que atraiu, comprovando a boa fase do gênero.

A defesa do rock foi feita com propriedade pelo Catfish and the Bottlemen, na tarde de ontem, com um show em alta voltagem. O mesmo pique pôde ser visto no vocalista Matt Schultz, do Cage the Elephant, que se jogou no público e escalou o palco no sábado, e nos veteranos do Metallica, sempre em forma.

Segundo a organização do Lollapalooza, 100 mil pessoas foram ao evento no sábado, somando o maior público do festival em um só dia. Esse teria sido o motivo para as longas filas na busca por cerveja – além de um problema na instalação das chopeiras, que deu ainda mais trabalho para os ambulantes.

Quem cansou e voltou para casa via aplicativos como Uber teve dificuldade de encontrar carro e ainda pagou caro. Corridas para a região central saíram em torno de R$ 140 – o custo médio do trajeto é de R$ 60.

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